Plantas resistentes ao sol: para o jardim, rasteiras e muito mais!

Plantas resistentes ao sol: para o jardim, rasteiras e muito mais!

Confira neste artigo, os principais cuidados para plantas resistentes ao sol, tipos de espécies e suas características.


Você conhece as plantas resistentes ao sol?

Aloe Vera

Antes de ter uma planta, deve-se saber que algumas espécies necessitam de mais cuidados que outras. Porém, todas precisam de luz solar, solo adequado, água na medida certa, remoção das folhas danificadas, local arejado e troca de vaso, dependendo do seu desenvolvimento. Entretanto as plantas resistentes ao sol, como o nome já diz, são plantas que suportam a luz direta e intensa do sol, por muitas horas por dia.

Especialmente no verão, em que o clima é mais quente e com longa incidência de sol, se escolher a espécie errada para plantar no jardim, pode gerar complicações como danos materiais e frustações. Para evitar isso, vamos conhecer sobre algumas dessas plantas resistentes ao sol e suas características? Veja a seguir!

Como cuidar de plantas resistentes ao sol

Mulheres cuidando de plantas

É necessário se atentar na coloração e aspectos da folhagem, como manchas escuras, amareladas, alaranjadas e ovais marrom, podendo indicar longa exposição ao sol, excesso de umidade, falta de nutrientes, fungos ou algum tipo de bactéria. E além disso, alguns insetos são prejudiciais a planta, como por exemplo cochonilhas, lagartas, percevejos, broca-do-olho-do-coqueiro, tatuzinho de jardim, entre outros.

Para evitar isso, vamos dar uma olhada nas dicas que preparamos!

Fertilização do solo das plantas resistentes ao sol

A fertilização precisa ser feita quando as plantas carecem de nutrientes, tendo que ser uma específica para cada necessidade. Durante o crescimento, deve-se observar à quantidade equilibrada de nitrogênio, fósforo e potássio, para um crescimento rigoroso. Já em momentos com floração, leve em consideração a redução do nitrogênio e o aumento de fósforo e potássio, importantes nessa fase.

Jamais deixe faltar água às plantas durante o período subsequente à adubação, pois tendem a acumular os sais dos fertilizantes e podem se desidratar facilmente. Os dias nublados ou chuvosos são os melhores para fertilizar as plantas, que ficam sensibilizadas e perde-se menos nutrientes.

E se for utilizar estercos frescos ou restos de alimentos, faça antes a compostagem, evitando a fermentação dos materiais que podem queimar e apodrecer as raízes e o colo.

Rega das plantas resistentes ao sol

A falta de água pode retardar o crescimento das plantas e danificar as folhas, enquanto que o excesso "afoga" as raízes, dificultando a oxigenação e contribuindo para o aparecimento de fungos e doenças. É essencial regar devagar, parando quando a água começar a penetrar na terra.

Dependendo das mudanças climáticas, há mais ou menos perda de água. Confira suas plantas a cada dois dias, fazendo o famoso "teste do dedinho": coloque os dedos na terra e, se saírem úmidos, não precisa regar, mas se saírem secos, deve-se regar novamente. Porém, molhe somente a base da planta, pois a umidade nas folhas pode ocasionar doenças.

Solo adequado para plantas resistentes ao sol

Para preparar o solo, necessita apenas de: areia, terra e composto orgânico. Cada um desses itens auxilia no desenvolvimento da planta. Basta misturar os materiais, onde a areia ajuda na drenagem da água, a terra na umidade e o composto, por sua vez, possui todos os nutrientes para um crescimento forte e saudável. Essa mistura preparada anteriormente deve ser colocada num recipiente, com canaletas e furos na base.

Em seguida coloque a muda, sem o plástico envolta da planta, e complete o vaso com o restante do solo. Deixe um espaço entre o solo e a borda. Por último coloque a cobertura seca como: serragem de madeira, folhas secas, musgo desidratado, fibra de coco, gravetos, bagas secas de sementes, entre outros.

Luminosidade das plantas resistentes ao sol

Por conseguinte, toda planta necessita de luz para produzir o seu alimento, por meio da fotossíntese. Mas cada planta precisa de uma quantidade de luz diferente e algumas precisam de muito sol para florir e crescer bem, outras simplesmente queimam suas folhas se o sol ficar em contato direto com as folhagens.

De acordo com as definições da Universidade de Illinois, tentam explicar os diferentes tipos de plantas através de 4 categorias, tais como: as de sombra, as de meia sombra, as de sol parcial, e por fim as de sol pleno para plantas que devem ficar de 6 ou mais horas de sol direto por dia. E, nesta última categoria que se enquadram as plantas deste artigo.

Plantas resistentes ao sol rasteiras e para o jardim

Agora que vimos os principais cuidados das plantas resistentes ao sol, que tal descobrirmos quais espécies lidam bem com muita luminosidade? Veja a seguir, as espécies de plantas que gostam de sol mais populares no Brasil, desde rasteiras até tipos para o jardim, seus aspectos e características.

Agave

Agave

A agave é uma espécie eminentemente tropical, que vegeta, naturalmente em regiões semiáridas, apresentando-se como resistente à seca e à baixa umidade. Ela é nativa do México, abrangendo tanto no continente da América Central, quanto na América do Sul. Muito usada como adoçante e erva medicinal, pois é um antioxidante, fortalece o sistema imunológico e auxilia na digestão.

É um gênero de planta suculenta, possui folhas fibrosas, opacas e longas. Algumas espécies são dentadas e com pequenos espinhos. A inflorescência ereta de até 4 metros de altura que emerge do centro da planta, com flores pequenas, é seguida por brotos. Surgem com 8 a 10 anos de idade, porém florescem uma vez na vida e depois morrem.

Palmeira Leque

Palmeira Leque

As palmeiras leque são plantas ornamentais de climas quentes e úmidos. São originárias das regiões tropicais e da Oceania. Existem algumas espécies como: palmeira leque grande, palmeira leque redonda, palmeira leque de espinho, palmeira leque do México, palmeira leque de Fiji e palmeira leque da China.

Todas são consideradas plantas de fácil manutenção. Possuem folhagens longas e espalhafatosas, podendo medir de 3 a 15 metros de altura. A irrigação deve ser feita duas vezes por semana. Não é resistente a ventos fortes e suas folhas podem facilmente ser danificadas. Ambientes secos podem fazer com que a pontas queimem, então sempre borrife água nas pontas das folhas.

Rosa do Deserto

Rosa do Deserto

A rosa do deserto é de climas desérticos, sendo nativa da África, mas especificamente ao Sul do deserto do Saara. Possui um caule muito desenvolvido na base, para resistir à fortes ventos e acumular água. E as suas flores podem apresentar cores muito variadas, podendo ter tonalidades do branco à cor de vinho escuro, e também lilás e vermelho.

Locais com intensa insolação, de quatro a seis horas de sol, são ideais para esta espécie pois, um ambiente com incidência solar menor, pode interferir no seu desenvolvimento, retardando o processo de inflorescência. Pode chegar a medir até 4 metros de altura. É essencial realizar regas menos frequentes, para diminuir as chances de apodrecimento do caule.

Em épocas de frio, é comum que a espécie entre em estado de dormência. Para driblar o problema e estimular a floração, deve-se realizar a poda e adubação.

Xanadu

Xanadu

O xanadu é nativo do sudeste do Brasil, pertencente da família dos filodendro, sendo assim, parente das trepadeiras. Podem crescer demais, gerando um volume gigantesco, chegando a atingir no máximo 1,20 metros de altura. Esta espécie também pode ser utilizada em jardins verticais, caso opte por esse estilo de paisagismo.

Possuem folhas brilhantes, profundamente lobadas, com nervuras bem marcadas e sustentadas. O caule é marcado pelas cicatrizes das folhas que caíram. Também, com o passar do tempo, começam a aparecer algumas pequenas raízes acima do solo.

A sua seiva é considerada tóxica, mas sem pânico, ela dificilmente causa problemas muito maiores do que uma irritação na pele, mas mesmo assim é necessário manter longe de crianças e animais e usar luvas de jardinagem, sempre quando for manuseá-las.

Babosa

Babosa

A babosa, também conhecida como Aloe Vera, é um gênero de suculenta, sendo nativa do Sul e Leste da África. São ornamentais e excelentes para usos medicinais. É imprescindível que ela seja plantada em solo drenado com substrato. A babosa se adequa a ambientes ensolarados e cheios de luz, e não suporta o excesso de água.

Quando adulta, produz de 15 a 30 folhas por ano. As folhas maduras medem de 20 a 50 centímetros de comprimento e, no período de inflorescência, surgem flores amarelas.

Árvore do Viajante

Ravenala madagascariensis

A Ravenala madagascariensis é originária da África, mais precisamente Madagascar. Ela se adapta muito bem em espaços que sejam mais úmidos e quentes. É essencial que tenha um solo rico em matéria orgânica para garantir o desenvolvimento saudável da planta.

Podendo chegar a medir de 8 a 10 metros de altura. A florescência acontece geralmente no final do verão ou no início do outono. Possui flores de seis pétalas brancas, que nascem entre os ramos da planta e se abrem para serem polinizadas. São compostas por enormes folhas, semelhante as de bananeira, sustentadas por longos pecíolos, disposto no formato de um leque.

Cica

Cica

A Cica, também conhecida popularmente como palmeira-sagu, é originária do continente Asiático, mais precisamente na Indonésia e no Japão. As folhagens são longas, rígidas e brilhantes. As regas devem ser feitas quando o solo estiver seco, porém, não deve ficar encharcado. Pode medir de 3 a 3,6 metros de altura. São divididas entre machos e fêmeas, sendo que os machos possuem menos manchas nas folhas.

Seu crescimento é muito lento, de aproximadamente 1 a 2 centímetros por ano. Pouca luminosidade pode deixá-la suscetível a cochonilhas. Todas as partes da planta são consideradas altamente tóxicas para cães, gatos, cavalos e outros animais, podendo inclusive levar a óbito se ingeridas. Sendo assim, de suma importância manter a planta fora de alcance de animais e crianças.

Espada de São Jorge

Espada de São Jorge

A espada de São Jorge é considerada popularmente como uma planta protetora, como a arruda e a aroeira, sendo nativa do continente Africano. As folhagens são longas, achatadas, com consistência semelhante à uma suculenta, e sem caule. Possuem as folhas completamente verdes, com pequenas manchas em tons diferentes por toda a sua extensão, e pode chegar a medir até 1 metro de altura.

Já a fase de florescência não ocorre com muita frequência. Possuem cor branca e uma fragrância muito agradável. Infelizmente, esta planta é considerada levemente tóxica. Suas folhas possuem uma toxina que podem causar inchaço e dormência da língua. Portanto, mantenha a planta longe de crianças e animais domésticos.

Cactos

Cactos

As plantas da família Cactaceae podem alcançar vários tamanhos, pois possuem vários tipos de cactos, tanto grandes quanto mini, e a maiorias das espécies são originárias de regiões desérticas da América do Norte e do Sul. Os cactos não toleram excesso de água, porém, são muito resistentes e conseguem suportar áreas com bastante vento.

Na natureza existe cerca de 2 mil espécies de cactos, e os mais conhecidos são: cacto macarrão, cacto pedra, cacto pera, cacto San Pedro, cacto Peru, cacto mandacaru, cacto candelabro, cacto semáforo, cacto amendoim, cacto coroa de frade, cacto barba de velho, cacto almofada de alfinetes, entre outros.

São plantas frequentemente espinhentas e suculentas. O caule apresenta formatos, como colunares ou esféricos, sempre recobertos ou pontuados de espinhos rígidos ou flexíveis. Alguns possuem folhas eventualmente normais, sem estípulas, frequentemente carnosas, ou modificadas em espinhos. A florescência, na maioria das vezes, é reduzida a flores isoladas e comumente vistosas.

Yucca

Yucca

A Yucca pertence à família Agavaceae, sendo originária da América Central e do Sul dos Estados Unidos. O arbusto perene do gênero Yucca possui cerca de 40 espécies, sendo algumas delas a Yucca elefante, Yucca gloriosa, Yucca mansa, Yucca filifera, Yucca de bico, Yucca rupicola, entre outras.

Sua folhagem é sempre verde, em forma de espadas, resistentes, macias e geralmente têm um espinho agudo em seu topo. Seu tronco é ereto e pouco ramificado, tendo serrilhas na sua lateral. Pode chegar desde 4 a 6 metros de altura. Sua florescência ocorre quando madura, apresentando assim flores brancas, cheirosas e muito duráveis.

Jasmim Manga

Jasmin Manga

A Jasmim Manga, muito conhecida pelo perfume de suas flores, é nativa do continente Americano. Suas folhas são grandes, brilhantes e com nervuras bem definidas. As flores surgem no fim do inverno e permanecem na primavera. Possuem diversas cores, entre elas o branco, amarelo, rosa, laranja, salmão e vinho. Além disso, é composta por uma seiva leitosa, muito tóxica quando consumida.

Nas estações de outono e inverno, as folhas caem, deixando apenas os galhos da árvore. Pode chegar a medir de 4,7 a 6 metros de altura. Quando jovem, deve-se manter o solo ligeiramente úmido, pois não tolera solo encharcado, e a adubação pode ser feita mensalmente.

Dracena de Madagascar

Dracena de Madagascar

A Dracena marginata, também conhecida popularmente como dracena de Madagascar, como o nome já diz, é nativa de Madagascar, no continente Africano. As características predominantes são os arbustos de tronco lenhoso, ramificados, com folhas lineares e coloridas. As cores de suas listras variam de creme, verde e laranja.

E na fase de florescência, ela produz cachos de flores pequenas e brancas. Seu crescimento é lento e moderado, podendo chegar a medir de 2 a 4 metros de altura.

Espada Larga

Espada larga

A espada larga é nativa do continente Africano, podendo chegar a medir de 30 a 60 centímetros de altura. As folhagens são grossas, semelhantes a uma suculenta, largas na sua base, pontiagudas na ponta e possuem uma coloração verde azulado, com algumas manchas de cor clara, formando um desenho semelhante a um mármore.

Na fase da florescência, a planta tem o formato de uma haste, com muitas flores de coloração branca, onde são caracterizadas pelo seu perfume suave.

Jade

Jade

A jade é um gênero de plantas suculentas, também popularmente conhecida como árvore da vida e árvore da amizade. Sendo nativa da África do Sul e Moçambique, a espécie pode chegar a 2 metros de altura. Suas folhas são grossas e verdes. Na fase da florescência, as flores são estreladas, pequenas, perfumadas e na cor branca ou rosa.

A planta Jade armazena água nas folhas e no caule e, por isso, é importante deixar o solo apenas úmido, sem encharcar. Adube pelo menos uma vez a cada 3 meses, para manter o crescimento forte e saudável.

Escolha a melhor para decorar o seu jardim!

Cactos coloridos

Descobrimos que existem muitas plantas resistentes ao sol no Brasil, cada uma com suas peculiaridades e charmes únicos que as diferem das demais. Algumas delas, inclusive, podem ser criadas dentro de casas, como a Rosa do Deserto e a Planta Jade, desde que você deixe-as em locais que batem muita luminosidade durante o dia, como por exemplo, perto de janelas.

Que tal escolher a espécie que mais lhe agradou? Opções não faltam quando o assunto é plantas resistentes ao sol. Desde as espécies pequeninas como os cactos até as gigantes como a jasmim manga, escolha a que mais combina com o seu estilo de paisagismo e o ambiente da sua casa.

Mas tome cuidado para não exagerar na luminosidade também, todas as plantinhas tem a sua própria recomendação de cuidados especiais. Procure saber mais sobre os cuidados de cada uma das plantas que você escolher para o seu jardim e cultive-as com muito carinho. Com certeza, elas crescerão lindas e saudáveis!

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