Alocasia: como cuidar desta planta, tipos e muito mais!

Alocasia: como cuidar desta planta, tipos e muito mais!

Você conhece o gênero botânico Alocasia? Neste artigo, descubra em detalhes os cuidados com essa planta e suas principais variedades!


Você já ouviu falar da Alocasia?

Folhas de alocasia em um vaso na sala

A alocasia, também conhecida como orelha-de-elefante, punhal-malaio e máscara-africana, é uma herbácea muito utilizada na decoração. O gênero Alocasia engloba uma série de espécies que se diferenciam pelo visual. Há variedades para todos os gostos, dos minimalistas aos exuberantes.

Ela é excelente para a criação indoor, visto que sua demanda por luz indireta é bem mais acessível em ambientes internos. Seu uso estende-se desde a combinação com flores, até o adorno individual. Empregue sua criatividade no momento de escolher a sua variação.

O cultivo necessita de certos tratamentos, mas que são livres de complicações e fáceis de serem realizados. Embora seja sensível, é uma planta ornamental tranquila de ser cuidada. Confira neste artigo, as principais informações sobre a alocasia e suas espécies!

Como cuidar de uma Alocasia

Equipamento de jardinagem em uma cesta e um fundo branco

Em todo plantio que você realizar, sempre priorize saber todas as instruções relacionadas aos cuidados essenciais. Uma rega incorreta ou uma iluminação mal distribuída podem acarretar sérios problemas. Veja a seguir, o essencial sobre o cultivo da alocasia e seus detalhes!

Luminosidade para Alocasia

As espécies de alocasia não podem receber incidência direta do sol. Suas folhas são muito sensíveis a queimaduras, que têm potencial de expô-la a organismos externos. Em virtude disso, indica-se a luminosidade brilhante indireta ou filtrada.

Tal condição favorece grandemente a criação indoor. As entradas de luz direcionadas ao leste ou oeste são as mais recomendadas, pois serão recebidos apenas os raios do amanhecer ou entardecer. Outra sugestão é o uso de cortinas ou persianas translúcidas para mensurar a intensidade solar.

Qual solo usar para Alocasia

O solo da orelha-de-elefante deve ser aerado e nutrido. Quanto mais solto, maior será a eficiência de sua drenagem. Da mesma forma, a nutrição é essencial para o desenvolvimento desta planta, principalmente nas épocas quentes.

A terra deve conter, portanto, uma parte de areia ou perlita, outra de matéria orgânica e, por fim, uma porção de argila. A areia e a perlita são elementos diferentes, mas que cumprem igualmente a função de escoamento. A matéria orgânica fornece nutrientes e pode ser oriunda de turfa ou cascas de legumes lavados.

A argila, por sua vez, tem papel importante para equilibrar a mistura. Sua presença permite que apenas a umidade necessária seja mantida, sem deixar que a água evapore completamente. Os nutrientes também são preservados graças à ela.

Quando regar a Alocasia

Há algumas espécies vegetais que requerem regas abundantes, enquanto outras precisam de uma dosagem bem controlada para não saturar. O punhal-malaio encontra-se nas duas situações. Dependendo da estação, a necessidade de líquidos muda completamente.

Na primavera e no verão, quando as temperaturas sobem e inicia-se a fase de crescimento, há a demanda de irrigação constante. Embora ele goste de água nessa época, não afogue as raízes. O importante é mantê-las diariamente úmidas, não encharcadas.

No outono e no inverno, devido ao frio, esta planta entra em estado de dormência. Com isso, a solicitação por água cai drasticamente. Nesses meses, é preciso irrigá-la em quantidades mínimas e somente quando o solo estiver seco.

Melhor temperatura e umidade para Alocasia

A temperatura ideal para as alocásias gira em torno de 20ºC a 30ºC. Por serem tropicais, elas preferem o clima quente e úmido, semelhante ao da sua natureza. Toleram até 15ºC e morrem ou perdem todas as suas folhas na época de frio, dependendo da espécie.

A umidade ao redor da planta, como se pode observar, deve ser igualmente elevada. É preciso que o nível esteja entre 60% e 70%, e esse valor é medido por um higrômetro. Para aumentá-la, coloque o vaso em uma bandeja cheia de seixos e adicione água até que preencha o fundo.

Quando adubar a Alocasia

O momento mais adequado para a sua adubação é durante a época de crescimento. Esse período compreende a primavera e o verão, os meses mais quentes do ano. Esta planta beneficia-se de fertilizações regulares, mas tome cuidado para que ela não cresça demais.

Os fertilizantes podem ser granulados ou líquidos, sendo que o último é mais fácil de ser manipulado. Aplique um NPK 10-10-10, mais equilibrado, a cada duas ou quatro semanas. Se as folhas começarem a apresentar queimaduras nas pontas, suspenda ou diminua o uso.

Como podar a Alocasia

A poda é um procedimento importante para a saúde vegetal. A remoção de folhas murchas e mortas faz com que os nutrientes sejam destinados a outras partes da planta, estimulando o nascimento de novas folhagens. A orelha-de-elefante evidencia os benefícios dessa manutenção.

Para podá-la, utilize uma tesoura de jardinagem afiada e esterilizada. Corte uma a duas folhas defeituosas da base, afinal, é na parte de cima que elas brotam. Faça esse procedimento durante o verão, porque o pico de crescimento ajudará na recuperação.

Como propagar a Alocasia

As máscaras-africanas, em sua maioria, são propagadas por divisão rizomática. Os rizomas possuem pequenas circunferências aderidas à sua estrutura, as quais se chamam tubérculos. São eles que dão origem a uma planta-filha.

Primeiramente, cave cerca de 30 cm em torno da planta para retirá-la do solo com cuidado. Escove o excesso de terra das raízes, localize os tubérculos e corte apenas o equivalente à quantidade de mudas que você quer fazer. Cada um crescerá em uma nova alocasia.

Outro método é por estaquia de folhas. Corte uma folha na diagonal e deixe-a em água alimentada com hormônio de enraizamento. Quando aparecerem as raízes, é porque a propagação deu certo e, a partir daí, você deve ter certas precauções com o broto.

Plantio e replantio da Alocasia

O plantio das orelhas-de-elefante requer alguns pontos específicos, os quais perduram nos momentos iniciais. Primeiramente, o solo necessita estar constantemente umedecido. O tubérculo, por sua vez, deve ser enterrado na mesma profundidade em que estava na planta-mãe.

Além do mais, o vaso demanda sombra parcial. Caso você prefira, coloque fertilizante NPK 4-14-8, que contribui para o fortalecimento das raízes, ou esterco bovino, muito útil para esta mesma finalidade. Dentro de duas a quatro semanas, será notado o crescimento.

As espécies de alocasia gostam de um envasamento mais justo, então o replantio periódico pode ser feito para um recipiente do mesmo tamanho. O ideal é que o solo seja juntamente renovado. Para controlar seu crescimento, recomenda-se a propagação.

Doenças e pragas comuns da Alocasia

Apesar de terem folhas resistentes e grossas, as alocásias são muito sensíveis a microrganismos externos e pragas. Sua imunidade é facilmente prejudicada caso ela seja submetida a cuidados incorretos e condições irregulares. Além disso, é um alvo para insetos sugadores.

As pestes que mais atacam esta planta são cochonilhas, ácaros e pulgões. Para tratar uma infestação, aplique óleo de neem ou um inseticida mais fino. A melhor prevenção é borrifar regularmente uma mistura de água e sabão de coco sobre as folhagens.

As enfermidades, por sua vez, são causadas principalmente por fungos e bactérias oportunistas que aproveitam alguma instabilidade da planta. Proliferam-se rapidamente em raízes podres e folhas queimadas. Para evitá-los, mantenha os cuidados em dia.

Como fazer a Alocasia florescer

Há espécies vegetais que são conhecidas pelo florescimento exuberante, enquanto outras ostentam sua beleza exclusivamente em suas folhagens. O punhal-malaio localiza-se na segunda categoria. Apesar de serem secundárias, suas flores aparecem de vez em quando.

As inflorescências possuem aparência semelhante à folha modificada do lírio-da-paz. Têm formato de cone, com uma grande espádice ao centro. A parte externa tem coloração verde-clara ou esbranquiçada, enquanto a espádice é branca.

A floração é muito rara na criação indoor e não faz diferença no desenvolvimento do punhal. Se você quiser proporcioná-la, terá que reproduzir a exata climatização do seu habitat natural. Ou seja, temperaturas com média de 28ºC e atmosfera bastante úmida.

Problemas comuns na Alocasia

Conforme apontado anteriormente, a máscara-africana é muito sensível ao manejo inadequado e ao condicionamento inapropriado. Estes erros acabam expondo-a a bactérias e fungos. Por isso, é imprescindível reconhecer os sinais dos problemas mais comuns na sua criação.

Folhas amareladas indicam irrigação excessiva ou escassa, portanto você deve determinar o quanto de água tem colocado nos últimos dias. A falta de luz solar também causa o desbotamento. Por fim, o vaso pode estar apertado demais, sendo necessário replantá-la.

Folhas murchas ou caídas são outro sinal de demanda não atendida. A pouca dosagem de sol também está incluída, bem como sua incidência exagerada. Além disso, isso pode significar uma carência de nutrientes, a qual é resolvida com uma boa fertilização regular.

Tipos de Alocasia

Observa-se que a manutenção da orelha-de-elefante é muito simples e requer, sobretudo, atenção. As dificuldades são mínimas e os custos são quase nulos. Além disso, o zelo colocado nos cuidados é recompensado pela sua enorme beleza, que varia de acordo com as espécies. Conheça abaixo, algumas das variações mais famosas e bonitas da alocasia!

Alocasia Amazonica

Foco em uma folha verde escuro de Alocasia Amazonica e ao fundo mais folhas

A alocasia Amazônica é um híbrido das variações Alocasia watsoniana e Alocasia sanderiana. Por conta disso, seu nome científico é Alocasia x Amazonica. O nome "amazônica" nada tem a ver com sua origem, afinal, as duas espécies cruzadas são naturais do sudoeste da Ásia.

Ela é capaz de atingir de 3 a 4 m de comprimento, mas é cultivada dentro de 1 a 2 m. Suas folhas têm geralmente 20 cm e podem chegar até 1 m. Elas têm cor verde-escura com nervuras brancas, além de serem brilhantes e pontudas, muito atrativas pelo contraste.

Alocasia Black Velvet

Alocasia Black Velvet com duas pequenas folhas em um vaso preto

A alocasia Black Velvet (Alocasia reginula 'Black Velvet') é uma espécie nativa das florestas tropicais asiáticas. Suas folhas são verde-escuras, quase negras, e contornadas por linhas brancas. São largas, levemente arredondadas e de textura aveludada.

Por conta de sua aparência exótica, é muito procurada para os adeptos de urban jungle. Este estilo consiste em incluir plantas na decoração doméstica. Portanto, nada melhor que uma belíssima Black Velvet em estantes de livros ou cantoneiras iluminadas pelo sol.

Alocasia Cuprea

Folhas de Alocasia Cuprea em um fundo preto

A alocasia Cuprea (Alocasia cuprea) também é chamada de pulmão-de-aço graças ao seu visual. Cada folha contém um conjunto de nervuras espelhadas que são muito parecidas com a caixa torácica humana. A cor desse contorno é verde-escura, em contraste com o brilho prateado das demais áreas.

É nativa das florestas úmidas da Indonésia e atinge até 50 cm de comprimento. Seu crescimento é lento e muito propício ao clima brasileiro. Muitos paisagistas utilizam-na em arranjos e canteiros sombreados, sempre chamando atenção pela sua forma excepcional.

Alocasia Cucullata

Várias Alocasia Cucullata no jardim

A Cucullata (Alocasia cucullata) é uma variação mais meiga e leve que as três listadas acima. Sua coloração é verde-clara, uniforme e tem acabamento brilhante, similar a uma camada de verniz. As folhas são arredondadas e têm formato de coração, sendo muito usadas como enfeites.

Ela é natural da Índia e adaptada à criação indoor. Uma particularidade desta espécie é que, durante o inverno, além de entrar em dormência, ela perde todas as suas folhas. Portanto, não se assuste se isso acontecer, pois elas nascem novamente na primavera.

Alocasia Sanderiana

Folhas de Alocasia Sanderiana e um fundo desfocado

O parentesco entre as alocásias Amazônica e Sanderiana (Alocasia sanderiana) é inegável. Elas são muito parecidas quanto à cor de sua estrutura foliar: ambas são verde-escuras e possuem nervuras brancas. A diferença consiste no fato de que a Sanderiana suporta temperaturas de até 5ºC.

Esta variação é conhecida pela alcunha de planta kris, devido à sua semelhança com a adaga kris (ou adaga kalis). É endêmica de regiões das Filipinas é considerada criticamente ameaçada de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (UINC).

Alocasia Zebrina

Alocasia Zebrina em um vaso em uma sala

A alocasia Zebrina (Alocasia zebrina) possui essa nomenclatura por conta do seu caule com estampa zebrada. Eles conferem um charme a mais à planta, tornando-a uma das favoritas ao design interno. Além disso, gostam de mais luz, sendo considerada uma purificadora do ar através da fotossíntese.

Suas folhas são verdes-claras e retas, trazendo sobriedade e elegância onde quer que estejam posicionadas. É natural do sudoeste asiático e traz vivacidade para o ambiente. Seus caules são compridos e a estrutura foliar é no topo, tornando-a perfeita para cantos.

Aproveite estas informações e tenha uma Alocasia bem cuidada!

Folhas grandes e verdes de Alocasia em uma floresta

A alocasia é um exemplar de planta ornamental de instruções simples. Estando ciente de que este gênero é sensível e demonstra claramente quando há algum cuidado irregular, saiba interpretar os indícios. Assim, as instruções poderão ser revisadas e ajustadas.

Disponha de vasos de argila que auxiliem não somente a aeração das raízes, como também na decoração caseira. Explore estas e outras espécies de orelha-de-elefante e encontre aquela que mais combina com o seu lar. Descubra também onde posicioná-la para lhe dar o destaque merecido.

Todos os tratamentos devem ser administrados com cautela. Não permita negligências e mantenha atenção ao aparecimento de pestes, bem como à prevenção. Com todos esses parâmetros de qualidade, a sua alocasia terá vitalidade, volume e charme máximos!

Autor deste artigo

Estudante de Letras e apaixonada por jardinagem e decoração. Entrar em contato com a natureza, cuidar do ambiente em que eu vivo e manter minha rotina em ordem são atividades que me trazem um grande bem-estar, e poder compartilhar esse conhecimentos é ainda melhor.

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